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sábado, 19 de novembro de 2011

Vendendo Imagens

Uma fotografia é um documento que pode apresentar uma força devastadora em delimitar a aproximação com a realidade em que ela foi executada. A imagem fotográfica na mídia carrega traços ideológicos pesados que transpassam a ideia de uma manifestação autêntica de costumes ou atos. Pegamos jornais e livros onde transbordam cenas disfarçadas, como é o caso das manifestações do homem do campo no interior do Rio Grande do Sul, onde é vendida a imagem criada por um pequeno grupo de pessoas do sujeito viril, inteligente e com indumentárias inventadas. A exclusão da realidade humilde e difícil de diversas famílias e o passado escravista de diversos "coronéis" ficam devidamente camuflados. Falo isto pelo motivo de achar um saco o que certa grande rede midiática aqui do estado compra e chamada de "cultura tradicionalista", transformando-a apenas como um mero instrumento ideológico de alienação do público ao vincular sua figura com as raízes do povo gaúcho.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Obra do Woody: Match Point (2005)


*Filme assistido em 2010
Match Point é uma filme revigorante na carreira de Woody Allen. Após uma sequência de obras menores que apostavam em um humor um pouco cansativo, fase esta iniciada desde o lançamento do fraco Celebridades em 1998. Aqui o cineasta faz uma surpresa ao apresentar um drama diferenciado, onde a temática do acaso é elencada através de diversas reviravoltas na trama. A obra apresenta uma história de traição muito incomoda, já que lida com sentimentos profundos provocados pelas duas mulheres (esposa e amante) e no fato do protagonista ser um sujeito que apenas aproveita-se das pessoas. Nem preciso falar que é uma obra altamente recomendada.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pela Vontade de Vagar Sem Rumo

A cidade e seus recantos constituem a paisagem urbana onde o homem constrói suas interações. Por isso valorizo os momentos em que posso simplesmente vagar pelas ruas observando a realidade social da maneira mais pura e latente. Notar a sociedade que nos cerca deveria ser uma atividade primordial. Mas criamos uma blindagem. Acreditamos na realidade que a imprensa nos vende diariamente com suas histórias e personagens selecionados, criando um imaginário popular fabricado. Não podemos cair na tentação de assimilar as realidades sociais pelos olhos manipuladores de terceiros. A realidade está viva nas ruas e perante nossos olhos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Futebol e Mídia

O futebol debocha da nossa população com apoio da grande mídia. Não exite marketing mais letal do que o do meio futebolístico, onde temos horas de programas dedicados a discutir bobagens sobre jogadores e clubes milionários. Enquanto torcedores perdem seus salários pagando ingressos com preços exorbitantes em um local onde é maltratado e muitas vezes sem a estrutura compatível com o volume de público. A alienação midiática é latente, fazendo pessoas agredirem-se por causas enfadonhas, tudo isto já que a imprensa elevou o esporte para um nível tão alto que o indivíduo ama mais o time do que cônjuge, parentes, filhos ou amigos. Nessa cegueira seguimos dedicando nosso capital, tempo e vida achando que a agremiação nos trará felicidade e a sensação de conquista. Outro simples truque dos nossos meios de comunicação na missão de deixar-nos alienados.

domingo, 7 de agosto de 2011

Rabiscar e Marcar

Hoje peguei O Pequeno Príncipe para reler. Estava aqui perdido pela casa, na verdade, trata-se de uma edição que está emprestada há anos, mas o dono ainda não veio pegar. E que boa leitura para se fazer em um domingo. Tanto que até me atrevi a fazer algumas marcações, com lápis, em determinados trechos. Falo isto já que sou muito purista com os meus livros e quase nunca gosto de deixá-los marcados. Talvez por causo disso fica evidente o meu gosto pela Biblioteconomia, onde o material deve ser preservado para não prejudicar leituras futuras.

Só que o ato de ler é tão fascinante e íntimo, que acabamos não agüentando em passar os olhos por tantas idéias e rabiscamos frases e parágrafos. O livro torna-se um pedaço de nosso pensamento cristalizado através das anotações, mostrando a reflexão mais profunda perante as provocações do autor. Por isso, folhear um livro usado ou de uma biblioteca e se deparar com alguns rabiscos é quase como uma pornografia protagonizada por leitores anônimos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Obra do Woody: Manhattan (1979)

*Filme assistido em 2010, postado agora por causa da ordem cronológica das obras em que Woody Allen participou.

Outra obra aclamada do diretor, Manhattan apresenta uma narrativa envolvente no ápice do estilo Woody Allen dos anos 70, com personagens neuróticos, dilemas sobre a finitude e amores imperfeitos. Esse filme mostra todo o tempero intimista e divertido que somente Allen consegue criar, com todo aquele ar autobiográfico de deslocado da humanidade que lhe rodeia. Um dos pontos que sempre deve ser destacado na produção é a estupenda fotografia em preto e branco que a película possui, com enquadramentos muito bem pensados e sombras perfeitas.

sábado, 4 de junho de 2011

A Obra do Woody: Annie Hall (1977)


*Primeiro filme que assisti do Woody Allen, sendo visto em 2010.

O clássico absoluto de Woody Allen. Sempre que existe alguma referência ao cineasta, aparece Annie Hall ("Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" - PT/BR) como expoente máximo de sua filmografia. É um filme que apresenta uma história de amor simbolizando de maneira única angústias da relação a dois de uma maneira muito bem humorada. Aqui também temos uma espécie de abertura total do ponto de visto do autor perante o comportamento humano, tornando o personagem principal a reencarnação da personalidade de Allen. Com isso a película adquire todo um caráter autobiográfico.
Woody Allen apresenta uma trama que beira a processos psicanalíticos, criando diálogos, fatos e piadas que lidam com a construção da sociedade moderna. É interessante como a inteligência erudita é abordada entre os personagens, colocando falas com referências de diversas áreas do conhecimento de uma maneira quase esquizofrênica (lembrando que algumas coisas só terão graça se você já ter lido alguns bons livros).
Mas a película além de crítica apresenta uma interessante história de amor, onde Alvy Singer (Woody Allen) sente profundas angústias sobre sua relação com Annie Hall (Diane Keaton). O enredo transforma os acontecimentos entre os dois em uma comédia deliciosa de ser assistida e que encanta até o fim.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Obra do Woody: Love and Death (1975)

*Filme assistido em 2010, postado agora por causa da ordem cronológica das obras em que Woody Allen participou.

Mais conhecido no Brasil como "A Última Noite de Boris Grushenko", o filme é bem legal e divertido, uma pérola da melhor época do Woody Allen no comando de tudo. A temática sobre a finitude da vida é abordada com o típico estilo caricato do autor, sem contar a cena em que a personificação da morte aparece, que é simplesmente encantadora e clássica.

A Obra do Woody: The Sleeper (1973)




*Filme assistido em 2010, postado agora por causa da ordem cronológica das obras em que Woody Allen participou.

Esse é um filme que causou-me reações diferentes. A trama futurista tem muitos aspectos bem toscos (principalmente em termos de cenários e personagens) e causa risos por esta faceta, mas também existem piadas muito boas. Só que o enredo que parece ser bobo, apresenta uminteressante e paranóico ponto de vista preocupado com a alienação que a civilização pode chegar. Com isso, The Sleeper (O Dorminhoco - PT/BR) agrada se você encará-lo com a história de uma maneira isolada.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Assistam Dr. Strangelove

Complementando o post de ontem sobre a usina nuclear de Fukushima, venho apresentar uma dica de um clássico do cinema com ligação ao medo nuclear. Dr. Strangelove é uma obra prima dirigida pelo mestre Stanley kubrick, onde um general surta e fica responsável por aviões com ogivas nucleares. A tensão da trama apresenta todo o pavor do descontrole sobre armas e equipamentos radioativos. Poucas pessoas encaminham a humanidade para a destruição...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Nuvem e Medo

Estou alarmado com os últimos fatos ocorrido no Japão em virtude do tsunami. Além de milhares de mortos ainda existe o terrível problema do colapso sofrido pela usina nuclear de Fukushima. O povo japonês terá que enfrentar o drama de reconstruir o país e o medo por causa da terrível massa atômica que a qualquer momento pode explodir e espalhar-se pelo território.
A grande crítica baseia-se no fato de como uma usina nuclear não teria em seu projeto protocolos de segurança contra tremores de terra (ainda mais que o Japão sempre teve o fenômeno acontecendo em seu território). Tudo isto me deixa mais desconfiado perante os interesses políticos e econômicos que fazem o mundo funcionar. Todos aplaudem e querem energia e tecnologia sem dar muita importância para o meio ambiente, mas quando um erro desses acontece, apenas fica o choro e o vazio de vidas perdidas. Por isso que tenho a terrível teoria que a humanidade vai ser dizimada através de suas maravilhosas tecnologias da vida contemporânea.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Covers Bem Camuflados

Diversas bandas de sucesso possuem covers de canções de outros grupos. Em muitos casos o cover acaba tendo mais visibilidade do que a própria canção original, segue alguns exemplos que selecionei:

Twist and Shout
Tem muita gente que jura de pés juntos que trata-se de uma música dos Beatles, só que o grupo britânico foi o terceiro a regravá-la. A canção foi escrita por Phil Medley e Bert Russell e teve versões com as bandas The Topnotes e The Isley Brothers. Mas nem precisa falar que o sucesso dela foi causa da pelos "garotos de Liverpool".


Live and Let Die
Parece absurdo eu citar este clássico absoluto do Paul McCartney (época dos Wings), só que há 5 anos atrás um conhecido meu comentou que a garota que estava ficando com ele era fã de Guns n'Roses e AFIRMAVA que não era um cover a versão deles do som. Credo, vou até postar essa por aqui então.


The Man Who Sold The World
Todo mundo começa a gostar de rock com o Nirvana, são jovens sem muitas referências que pensam que a bela The Man Who Sold The World é uma música deles, mas trata-se de um cover do dinossauro David Bowie.


Knockin' on Heaven's Door
A música já era um clássico absoluto gravado por Bob Dylan e lançado no filme Pat Garrett & Billy the Kid. Nos anos 90 achavam que era uma música do Guns n' Roses e em 2000 e pouco pensavam que a Avril Lavigne era a dona. Segue o link porque não deixaram eu incorporar o vídeo aqui no blog: http://www.youtube.com/watch?v=eUaTBO_-k4A&ob=av2em

Whiskey in The Jar
Muita gente pensa que é uma música do Metallica, só que a ideia deles veio de uma versão que o Thin Lizzy fizera anos antes. Entretanto ela não é uma música deles, trata-se de uma canção tradicional da irlanda.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bieka: a irmã da Kapsa

Em uma das propagandas que a DFV me enviou existia uma imagem um tanto quanto estranha de 1964:


O estranho desta imagem é que o homem empunha a máquina de uma maneira diferente que deve ser feito com a Kapsa, já que ela tem os espelhos auxiliares, que para você possa visualizar, tem que colocar o corpo da câmera na altura da barriga. Só depois que me liguei que na verdade a figura está usando a Bieka, uma espécie de irmã pobre da Kapsa. Vejam o detalhe no final do texto: "Se prefere mais econômica - Bieka".

A Bieka tinha foco no infinito e o já costumeiro "modo b" e 1/100. Diferente da Kapsa, ela não tinha espelhos, apenas uma ocular na lateral de seu corpo para garantir a visualização da imagem. Tudo isto indica o fato dela ser "mais econômica". Não sei dizer a época em que começou a ser fabricada, mas tudo leva a crer que foi após o surgimento da Kapsa.

Fotografia retirada do anúncio: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-167924963-antiga-cmara-fotografica-bieka-ref2047-_JM

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Câmera Kapsa e as Pintas

O post só foi possível pelo envio de valioso material do arquivo da empresa DFV via e-mail.

A Kapsa foi uma câmera de caixa no melhor estilo brownie feita no Brasil pela empresa DFV na década de 50. Ela tinha três versões diferentes, sendo elas indicadas por pontos pintados na parte superior da câmera entre as duas oculares do espelho, com isto cada modelo apresentava o nome conforme a cor: pinta vermelha, pinta branca e pinta verde. Estes nomes eram espécies de "títulos populares", já que o fabricante tinha siglas para cada uma (MF-M1, MF-M2 e MF-M3). Como no meu caso, que tenho uma pinta vermelha, na verdade trata-se de uma Kapsa MF-M1. Abaixo reproduzo as diferenças de cada modelo, as informações e imagens foram extraídas de uma propaganda de 1957.

Kapsa MF-M1 - Pinta vermelha
16 fotografias 4 e meio x 6
8 fotografias 6 x 9
Objetiva acromática de lentes azuladas
Adaptação para flash sincronizado
Tomada para propulsor
Roscas para tripé
Três aberturas
Instantâneo e pose
Visores grandes e brilhantes
Disparador com trava
Focalização de 1 metro a infinito

Kapsa MF-M2 - Pinta branca
8 fotografias 6 x 9
Objetiva acromática de lentes azuladas
Roscas para tripé
Instantâneo e pose
Visores grandes e brilhantes

Kapsa MF-M3 - Pinta verde
16 fotografias 4 e meio x 6
8 fotografias 6 x 9
Objetiva acromática de lentes azuladas
Roscas para tripé
Instantâneo e pose
Visores grandes e brilhantes

Propaganda de 1957. Fonte: arquivo da empresa DFV.

Podemos notar que a pinta vermelha tinha significativas diferenças, como o caso das opções de aberturas (F11, F16 e F22), definição de foco, disparador e até mesmo um suporte para flash (MF-A1). Olhando pela internet é muito difícil achar outros modelos diferentes da pinta vermelha, o flash nem se fala, uma peça raríssima.



Detalhe do local para encaixe do flash.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A Obra do Woody: Bananas (1971)


Filme baseado no conto “Viva Vargas” presente na coletânea Cuca Fundida lançado por aqui pela Editora LPM. Eu tinha lido o texto antes de assistir o filme e posso dizer que é apenas uma influência já que as histórias mudam. Bananas é o segundo filme do estilo Woody Allen (roteiro, direção total e papel principal dele). Eu esperava mais da película por tudo que tinha lido antes, a brincadeira sobre golpes de estado poderia ter sido melhor elaborada e muitas piadas deixam a desejar. Allen conta a história de uma maneira um tanto falha, onde fatos importantes acontecem inesperadamente e sem o devido foco, passa impressão que o filme foi tosado para ficar mais curto, sem contar que a cena mais engraçada não tem ligação direta com o enredo. Agora o próximo da lista é o Play it Again Sam.

Eu assisti esse filme ainda em 2010 e tinha confundido a sequencia da filmografia dele, achando que o Bananas vinha depois do Play it Again Sam (Sonhos de Um Sedutor ). Fiquei decepcionado pela maneira como o filme foi feito e os cortes na história de um péssimo gosto, sem falar que o humor ali estava enferrujado.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O 404 em Nossas Vidas

Imagem retirada de: http://www.portalbarueri.com/wp-content/uploads/2010/09/lixo-eletronico-11.jpg

Eu sempre olho com amor e ódio a informática pelo simples motivo que ela é totalmente imprevisível em termos de problemas. Todos louvam como a tecnologia ajuda nossas vidas, mas eu já penso nela como uma simples meta para o consumismo. Pensemos nos casos dos antigos eletrodomésticos de 80 anos atrás, eles tinham o funcionamento simples e eram criados para durar décadas. Já os equipamentos atuais provindos das tecnologias digitais (computadores, videogames, automóveis, televisores e milhares de outros) nos apresentam experiências mais complexas só que ao mesmo tempo acontecem problemas quase de ordem metafísica em seus componentes ou softwares, sem contar que tudo se desatualiza fácil e acham uma maneira que o seu aparelho não funcione mais, obrigando-o a comprar uma versão atualizada. Sim isto tem nome: obsolescência programada.

Se temos produtos com tamanhas vantagens tecnológicas e de comunicação não devemos admitir o erro de funcionamento. Tais problemas nascem dentro dos proibitivos circuitos impressos que são uma espécie de "caixa preta" que muita vezes apresentam a característica de não terem arrumação. Pegando o caso do amado computador, quando temos um problema aleatório de software ou o caso de determinada aplicação não suportar um hardware, demonstra claramente a "mcdonização" que a informática nos impõe para que, como fantoches, consumirmos novas tranqueiras com a obsolescência programada. Ou então o fato quando uma falha é sanada apenas com a atualização do sistema via internet, deixando quem não tenha uma conexão de lado.

A era digital com seus produtos carregados pela obsolescência são um dos principais problemas para o meio ambiente, fazendo com que o consumidor em caso de avarias não reponha peças e descarte um equipamento por inteiro. Podem ver como diminuiu o número de assistências técnicas pelas cidades, como no caso da década de 90 em que choviam lojas especializadas na manutenção de eletrônicos. Sempre que meu computador ou celular tem problemas de funcionamento penso como tudo é propositalmente montado para me fazer consumir uma peça nova. Que mundo este, você compra algum produto já sabendo que no futuro ele será uma espécie de moribundo que não servirá para nada, mesmo com o proprietário tendo os maiores cuidados possíveis durante a sua vida útil.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Primeira viagem será à Argentina"

A frase título do post aparece como chamada de matéria na Zerolândia de hoje (03 jan. 2010, n. 16.556, p. 6). Nem tem o que comentar mesmo, apenas a citação já basta para entender a moral da imprensa contra o Governo Federal.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Meus Blogs em 2010

Em 2010 finalmente consegui colocar uma quantidade maior de material em meus blogs. Tudo isto julgo ser fruto da faculdade que me trouxe um conhecimento extra e critico sobre conteúdos a serem abordados. Alguns sítios (como o caso do EuBoiei e Casa Aloys) não tiveram o respectivo destaque, mas pretendo em 2011 usá-los com mais freqüência. Minha instantânea paixão por automóveis antigos fez nascer em julho o Época de Clássicos. Outras características marcantes em 2010:

 

The Jonas RS

Criação do JonasRS Vlog

Criação do espaço “A Obra do Woody”

2009: 31 posts

2010: 101 posts

 

ArquivoPOA

Integração do DetalhesPOA.

Foco em monumentos públicos.

Divulgação do meu trabalho acadêmico sobre as festas do falso bicentenário de Porto Alegre.

2009: 26 posts

2010: 49 posts

 

Blog Casa Aloys

Vídeo sobre o primeiro Fórum de Arte Funerária e Patrimônio de Porto Alegre.

2009: 9 posts

2010: 11 posts

 

EuBoiei

Repercussão do post sobre o Pampa Burger.

2009: 6 posts

2010: 3 posts

 

Época de Clássicos

Posts com propagandas retiradas de antigas edições do jornal Correio do Povo.

Encontro de um automóvel Skoda na zona sul de Porto Alegre.

2010: 50 posts.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Saudação Especial de Natal

Para todos aqueles que passarão a virada do dia 24 para 25 de dezembro em seus postos de trabalho longe de suas famílias, enquanto patrões estão aproveitando a sua força de trabalho em vastas e deliciosas ceias natalinas.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A Lotação da Acessibilidade e a Inclusão Social

Zerolândia de hoje (n. 16547, p. 56) apresenta a matéria "Capital ganha lotações especiais", relatando a estréia dos primeiros veículos do tipo táxi-lotação com espaço para cadeirantes, elevador de acesso e colunas táteis para pessoas com deficiência visual. O resumo da notícia pode ser conferido no seguinte link: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3151097.xml

Porto Alegre já utiliza ônibus com plataformas há muitos anos, tornando a cidade uma referência no Brasil em termos de acessibilidade. O fato relevante é que o sistema só foi implantado agora em táxi-lotações por causa do Copa do Mundo de 2014. Bizarro! Zerolândia e outros sites que visitei omitem a reflexão profunda sobre o recém solucionado problema e o alcance do serviço, já que a lotação tem o valor mais elevado que o coletivo. O site do Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=50113&codp=104&codni=3) coloca o pronunciamento do Prefeito José Fortunati: "Não adianta pensarmos na Copa do Mundo em 2014 e deixarmos de lado detalhes como estes de inclusão social, que possibilitam maior acessibilidade a todos os cidadãos". É sempre bom lembrar que no ônibus o deficiente tem insenção de tarifa, conforme texto no site da EPTC (http://www2.portoalegre.rs.gov.br/eptc/default.php?reg=1&p_secao=200), isto não se aplica as lotações:

"Têm direito ao passe gratuito nos ônibus os portadores de deficiência auditiva, física, mental ou visual permanente, doentes de HIV em tratamento e menores vinculados à FASC. Para saber detalhes de como encaminhar seu Passe Gratuito, entrar em contato com as instituições."


O grande ponto que quero destacar reside exatamente nas políticas de acessibilidade que visam a inclusão social, como grifei na fala de Fortunati. Se estamos abrindo a ferramenta para lotações deveríamos discutir questões sobre isenções para deficientes como acontecem nos ônibus. A chegada dos novos equipamentos é um fato de destaque, mas um ponto importantíssimo é como pessoas sem condições financeiras podem usufruir do equipamento nas lotações (já que pertencem ao sistema de transporte público de Porto Alegre). Somente assim pode-se falar em inclusão social.